quarta-feira, 5 de setembro de 2012

The end...


E mais um capítulo que se fecha....
Andei a espreitar e desde Abril de 2006 que ando nestas lides.... e desta vez preparo-me para encerrar o segundo cantinho, o que me acompanhou durante 4 anos.... 
Desta vez irei abrir as portas do meu cantinho aos que quero preservar na minha vida...
Desta vez com um intuito diferente... como forma de partilhar com as pessoas do coração as aventuras e desventuras na minha nova vida...
Tudo na vida tem uma razão de ser não é??
Desta vez será assim... para que os meus possam ver....
Desta vez será para partilhar os meus momentos, a minha busca pela luz...




segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Alguns meses distante...
Normalmente é assim não é??
Mas continuei entregue ás palavras... mas regressei ao papel...sem nenhum motivo em particular...
No outro dia resolvi vir aqui espreitar... e estive a ler alguns momentos meus, momentos do passado... momentos quase de outra vida...
E é quase isso...parece quase outra vida...distante... e acima de tudo diferente...
Não posso dizer que aconteceram muitas coisas... na verdade aconteceram poucas... e acontecerem todas cá dentro... umas seguidas das outras... como se da construção de um prédio se trata-se... começou-se por destruir, por se isolar o terreno, cavar um buraco bem fundo... e logo em seguida parar e pensar se não seria melhor afundar tudo...
E como sempre é nos momentos que mais precisamos que a luz aparece...E comecei a construir, a fazer crescer...
E a minha luz apareceu... e chamou por mim com força, com determinação... com alegria e um sorriso nos lábios que fui recuperando...
De tudo o que aconteceu, aquilo pelo qual passei sozinha, porque foi minha opção e não me arrependo disso, nem de nada... a recompensa é a forma como me sinto hoje...
Sinto-me com a alma limpa....
Pronta para receber a LUZ....


domingo, 27 de maio de 2012

26 Maio de 2012

A vida é que acontece enquanto vamos fazendo planos....
Decididamente....
E isto que tenho sentido... diariamente...
E mesmo tendo passado por tempos difíceis, são esses os momentos que nos definem...
E estes últimos tempos tem me mostrado o meu valor, as pessoas que tenho perto de mim e ao meu lado... e é quando achamos que perdemos pessoas muito importantes que descobrimos que importantes são os que ficam e os que estão...
E ontem foi um dia para recordar para toda a vida... poder sentir que fui eu que juntei aquele pequeno grupo que resultou na perfeição... deixou-me de coração cheio... eram os meus amigos que eu juntei... não eram os amigos dos outros... eram os meus, que juntei e que juntei com a maior das facilidades e ali foi visível o porque dessa facilidade... ali todos sabiam quem eu era e quem estava ali era EU!!
E tal como ontem la estava e me lembrei o meu grande amigo Vi, vou sempre lembrar o dia de ontem com um enorme carinho, vou ter para sempre gravada a nossa imagem a curtir, a rir imenso, a viver o momento intensamente... Foi inesquecível....

domingo, 15 de abril de 2012

"Podemos não gostar, mas é importante parar  de vez em quando . Abandonar as nossas ideias  e ver o quadro geral . Na verdade, descobrir que olhamos as coisas de maneira errada consegue ser libertador.
E de repente vemos um novo potencial , novas potencialidades onde nunca tínhamos visto antes .
E é bom quando uma situação má  de repente parece ter uma possibilidade.
Infelizmente...por vezes acontece o oposto!" A.G


De uma certa forma tudo de resumiu a isto. A parar... a ter a possibilidade de ver tudo de outra perspectiva, sair da roda viva, do piloto automático, deixar de ir atrás dos outros, assumir que na maior parte dos momentos da minha vida, fui fraca, fui atrás das vontades e desejos dos outros. Com a ilusão que se isso fazia os outros felizes também me iria fazer a mim feliz. Isso aconteceu em pequenos momentos, mas no final o sentimento que ficava cá dentro não era o de felicidade plena, porque afinal aquilo não correspondia à minha vontade, ao meu desejo, ao meu sonho, à minha necessidade.

Quase que num recomeçar consegui ver muitas destas coisas...
Consegui alcançar aquilo que durante meses de terapia tentei alcançar... e que me fui aproximando cada vez mais mas sem conseguir chegar a um finalmente.
E o afastamento permitiu-me ver....
Sei que pode parecer difícil de entender a minha decisão.
Mas ao fim de 32 anos, percebi que isto da vida não tem a ver com os planos que fazemos...
Todos estes anos fui tendo os planos... as expectativas....
Fui para a universidade, sonhei em concluir o curso nos 4 anos...e  logo aqui tudo começou a desviar...
Não foram 4...foram precisos mais alguns....
Nesses alturas namorei... namorei pela primeira vez, entreguei-me, dei tudo o que tinha, o que fui tendo, o que fui aprendendo, com todos os erros de quem o faz pela primeira vez... teve um fim... teve um reinicio e quando terminou vou bastante pior que da primeira vez. Quando entrei nesta segunda oportunidade entrei a acreditar que desta vez era a sério, para levar até ao fim... e se da primeira vez amei, da segunda amei com tudo, acreditei que estava finalmente a entrar novamente no meu plano e que tudo se ia construir, que iríamos numa questão de pouco tempo estar juntos, morar juntos, casar quem sabe, mas certamente ter os nossos filhos. Os filhos que sonhei ter. Iria ter a Vida dentro de mim...
Acho que nunca fui tão feliz como nessa altura em que acreditava que tudo isto ia mesmo acontecer.
Tive nesse intervalo de tempo arriscado, tinha vindo para Lisboa, tinha conseguido um trabalho decente à custa de muito sacrifício e de nunca desistir de procurar algo melhor.
Estava feliz.... e talvez por esse motivo tenha sido tão difícil de ultrapassar tudo o que veio a seguir,
Quando ouvi a frase :"Temos de falar" no fundo da minha ignorante e ingénua felicidade pensei... ele vai pedir me em casamento!!!Este foi o primeiro pensamento que tive... mas logo percebi pela cara que era bem longe disso. Levantei-me da cama, tomei um banho, chorei o tempo todo mesmo sem saber qual era o tema da conversa, mas algo cá dentro se antecipou a tudo o que ia ouvir a seguir.
E ter de ouvir a pessoa com quem sonhei ter tudo na  vida a dizer-me "apaixonei-me por outra pessoa" foi o momento mais surreal da minha vida.Essa era a frase que esperei 8 anos para ouvir sobre mim, nunca a tinha ouvido antes e de repente, do alto da minha felicidade ( e depois vi que era sim a maior das minhas ilusões) tudo era falso.
Como se supera isto?
Como se desconstroi tudo aquilo que se criou cá dentro, como se volta a acreditar?
Percebo que ao fim destes anos isto ainda está presente aqui dentro, e sei qual o motivo... porque não voltei a amar da forma que amei, porque não voltei a entregar-me, a sonhar da forma que sonhei. Voltei a gostar de alguém, mas não sonhei, não projectei os meus desejos nessa relação que foi vazia e desprovida  de sinceridade de um das partes. E voltei a sofrer.
Ok... se tudo isto fracassou vou me entregar ao trabalho, vou batalhar por ter sucesso, por vencer, por crescer, por melhorar a minha vida pelo trabalho, pela minha carreira profissional.
Lutei, dei tudo para conquistar algo que na altura era tudo o que mais queria... ficar efectiva.
Quase enlouqueci nesse Verão.
Consegui superar... mas ficaram as mazelas....
E depois tudo começou a ser diferente.
Talvez por consequência dos tempos, tudo passou a ser insuportável, comecei a sentir a cada dia que passava que nada daquilo era para mim, que tudo era uma tortura,
Senti-me enganada é verdade.Criei expectativas sobre as pessoas que depois foram defraudadas, sofri horrores por isso, senti na pele, na alma e pior que tudo no bolso,E isso deixou em mim uma mágoa que nunca irei esquecer.
Seguiram-se ano e meio de muita revolta, muita dor, muita angústia, um brutal sofrimento diário.Dei comigo num buraco negro, fundo, gelado... que ninguém nunca entendeu, a maioria nunca se apercebeu. Provavelmente porque não era para ser entendido, senão por mim. E mesmo eu demorei bastante tempo a perceber, a descobrir como sair desse buraco.
Mas a verdade é que arrasou comigo de uma forma que nunca acreditei que fosse possível.
Muita coisa misturada, muitas pessoas, tantas confusões e tantos momentos difíceis....
E tudo culminou quando em Setembro do ano passado vivi os piores dias da minha vida, obcecada com um único pensamento...o fim.
Passei dias a fio a pensar na melhor forma de terminar com a minha angústia, a angústia das pessoas que magoei.
Cheguei um dia a pôr-me a caminho da dita ponte....não tive felizmente a coragem para isso, apenas por 3 motivos, por 3 pessoas que não mereciam de forma alguma passar por tal dor. E preferi manter eu a minha dor para evitar a deles.
E resolvi que tinha de resolver a minha dor...
Na semana seguinte pedi para mudar de local de trabalho.
Fiz aquilo que durante meses a minha psicóloga me disse - "agarre a sua vida, tome as decisões, faça por si, não deixe que sejam os outros a decidir a sua vida".
E mesmo não tendo acontecido o que eu pedi que era ir para Leiria, uma mudança realmente aconteceu, uma mudança para melhor, que me deu alento. Não para aliviar a angústia e a revolta deste trabalho, mas alento para repetir. Repetir isto de assumir o controlo da minha vida.
Ser eu a decidir o que vai acontecer, ou pelo menos em que direcção vou seguir.
E no final do ano tal como tinha prometido a mim mesmo, ao longo do ano e das sessões, até ao final do ano algo radical teria de acontecer na minha vida, teria de tomar uma decisão, não podia continuar nesta angustia de estar onde não quero, fazer o que não gosto, não ter o que me faz feliz...mesmo não sabendo ao certo o que me faz feliz... mas tendo a certeza do que decididamente tudo isto me faz muito infeliz.
E uma ideia que primeiro foi uma brincadeira se tornou num: porque não??
E porque não???
Todos os meus planos falharam, o fim grandioso da universidade, o emprego de sucesso, a vida sentimental, o grande amor, o  casar, o ter os meus filhos, ter a minha casa onde receber os amigos, o viajar....
Não era o sonho da vida perfeita, sem dificuldades e sem percalços, claro que não... mas era o chegar aos 32 anos e já ter pelos menos alguma coisa de tudo isto!! A e tal tens 32 anos...és nova... não é bem assim...já era mais que tempo de ter alguma coisa....
Não sinto que tenho,,,sinto-me no casa de partida...no zero...
Continuo a ambicionar tudo da mesma forma, quero muito ser feliz, apaixonar-me, amar alguém, engravidar, sentir nos meus braços os meus filhos.
Mas preciso de fazer mais por mim.... e fazer mais por mim neste momento não passa por ficar aqui, a fazer contas à vida, aos tostões, a sentir sempre que o meu lugar não é aqui.
Talvez  a vida me tenha dado tantos limões e eu sempre a querer laranjas... e claro nunca a conseguir ser feliz por sentir que nunca tive o que quis e sonhei.
Talvez seja tempo de agarrar nos últimos limões e fazer com eles uma excelente e doce limonada...
Vou aproveitar aquilo que a vida não me permitiu e vou aproveitar o que não tenho....
É arriscado...claro que é!!
É começar de novo... mas e depois... entre começar de novo e continuar no zero... ao menos dou a mim mesma uma nova hipótese... acho difícil ficar pior do que estou...
claro que me custa brutalmente ir para tão longe... ficar longe dos meus pais e da minha irmã... claro!!
Não faço isto de ânimo leve... mas não posso não abdicar disso e deles em prol do que tenho agora que não é nada!!!
Não posso ficar presa a uma vazio....tenho de ir tentar!!
Se não resultar... pelo menos tentei...assumi as rédeas da minha vida e corri os riscos que tinha de correr... mas estarei nessa altura orgulhosa de ter conseguido aquilo que andei meses a batalhar para mudar em mim... o AGIR!!Fazer algo por mim mesma.
E neste momento e sentir-me com forças para agir deixa-me de tal como feliz que me faz acreditar que vou conseguir, que vou ser feliz, que vou conquistar muitas coisas e que vou sentir que vai valer a pena.
Não levo grandes ambições para além da ambição de ser feliz... de me sentir bem comigo mesma, se sentir que poderei ser eu, de sentir que estarei a fazer tudo por mim...que estarei de uma vez por todas a assumir as rédeas da minha vida...e que tudo o que acontecer daí em diante será fruto do meu trabalho, da minha dedicação.
Eu ACREDITO e preciso que vocês também acreditem.



sábado, 18 de fevereiro de 2012

Dear Karen,




If you're reading this, it means I actually worked up the courage to mail it. So, good for me. You don't know me very well, but if you get me started I have a tendency to go on and on about how hard the writing is for me. But this... this is the hardest thing I ever had to write. There is no easy way to say this, so I'll just say it: I met someone. It was an accident, I wasn't looking for it, I wasn't on the make. It was a perfect storm. She said one thing and I said another and the next thing I knew I wanted to spend the rest of my life in the middle of that conversation. Now there is this feeling in my gut that she might be the one. She is completely nuts in a way that makes me smile highly neurotic, a great deal of maintenance required. She is you, Karen... that's the good news. The bad news is that I don't know how to be with you right now, and that scares the shit out of me. Because if I am not with you right now I have this feeling we will get lost out there. Its a big bad world full or twist and turns and people have a way of blinking and missing the moment. The moment that could have changed everything. I don't know whats going on with us and I can't tell you should waste a leap of faith on the likes of me. But damn, you smell good, like home and you make excellent coffee that has to count for something, right? Call me!



Unfaithfully yours,



Hank Moody


http://www.youtube.com/watch?v=RCC8yW_yIEw



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

MAKE YOU FEEL MY LOVE

When the rain

Is blowing in your face
And the whole world
Is on your case
I could offer you
A warm embrace
To make you feel my love

When the evening shadows
And the stars appear
And there is no one there
To dry your tears
I could hold you
For a million years
To make you feel my love

I know you
Haven't made
Your mind up yet
But I would never
Do you wrong
I've known it
From the moment
That we met
No doubt in my mind
Where you belong


I'd go hungry
I'd go black and blue
I'd go crawling
Down the avenue
No, there's nothing
That I wouldn't do
To make you feel my love


The storms are raging
On the rolling sea
And on the highway of regret
Though winds of change
Are throwing wild and free
You ain't seen nothing

"Adele"
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As  vezes apenas precisamos de um empurrão, de algo que faça arrepiar, sentir o nó na garganta, o coração apertado.... eu tive ontem o inicio desse momento e hoje...acabei aqui...
Mais uma vez ao fim de uma longa ausência, mas na verdade tem sido mais dificil este sentimento aparecer... talvez tenha aparecido várias vezes... mas tenho fugido um pouco dele. Talvez por medo. Porque sei que muitas vezes as minhas palavras as vezes são arrasadoras comigo mesma.Levam-me a sítios onde nem eu sei que quero ir... e talvez por isso tenha evitado!!
Tenho talvez evitado para dar o devido tempo e espaço aos meus pensamentos, aos meus dilemas, ás milhoes de perguntas que fervem aqui dentro... ou melhor... á mesma pergunta que fervilha aqui dentro milhares de vezes por dia!!E talvez seja isso que me assusta,  o perceber que os meus dias tem sido um bocado em função dessa pergunta, dessa decisão.
Parte de mim já assumiu a decisão... e essa parte de mim já só pensa nas questões práticas e questiona como vai ser resolver uma série de questões práticas, como fazer no trabalho, como abordar a questão, falar com quem primeiro, decidir quando, pensar em libertar a casa, o que fazer com tudo o que está aqui, pensar no carro, em vender o carro, tratar dos documentos, da papelada, falar com as pessoas.
Mas o outro lado... o que se pergunta se vou ter coragem, o lado que me pergunta com  a mesma insistencia se é a melhor opção, se não será um erro, se não estarei a fugir, se não estarei a desistir, se vou conseguir, se vou ser feliz, se me vou adaptar????
Demasiadas dúvidas, demasiadas perguntas ás quais não ter resposta nunca....
Nunca vou saber se não arriscar... e esta é a dificuldade... nunca saberei se não arriscar, se não tentar, se não tomar uma decisão, se não acreditar antes de tudo que vou conseguir....
E isso dá-me força para avançar...
O ano de 2011 terminou como eu tanto desejei... foi um ano dificil... passei mais de metade a desejar que ele chega-se ao fim... e por fim chegou...
Não fiz o meu exercicio de exorcizar o ano que terminava...acho que talvez porque não queria recordar muitas coisas nesse ano que já foi!!!
Não levo grandes recordações felizes, levo momentos dificeis, levo fraquezas, levo tristeza, levo desilusão, muita angústia, demasiada angústia... e por isso optei por deixar lá tudo!!!
Entrei em 2012 a desejar que este seja um ano diferente, que consiga realizar algo que desejo....
2011 no seu final trouxe-me algo de bom... trouxe-me a possibilidade de terminar com algumas angústias que me toldavam os pensamentos, os sentimentos e a atitude.
A possibilidade de cortar com essa realidade permitiu-me ver com clarezas algumas coisas que queria ver e perceber se eram mesmo como eu achava que eram!!!
Permitiu-me ver que realmente certas pessoas prejudicam apenas pela sua presença, permitiu-me ver com essa mesma clareza que o trabalho é realmente algo que angústia, toda aquele ciclo.... é mesmo algo que preciso de cortar, de retirar da minha vida!!!!
Em 2011 ficam também alguns arrependimentos, coisas que fiz e disse das quais me arrependo, mas com mágoa guardo que as minhas desculpas em nada serviram. Guardo alguma mágoa... que espero que o tempo e a distancia me ajudem a aliviar para no momento certo poder despedir e dizer apenas as coisas boas e das quais vou sentir falta!!!
Por entre as perguntas que fervilham aqui dentro ficam aquelas em que questiono do que irei sentir mais saudades?De que tipo de coisas?
Irei sentir falta de muitas coisas, de algumas pessoas, de coisas simples e banais...
E na verdade tenho me forçado a fazer esse exercicio, de quando estou a fazer certas coisas parar e pensar...pode ser das ultimas vezes que faço isto!!!
Pensei nisso no Natal, que os próximos poderão ser diferentes...
Sentindo este frio todos os dias de manhã tenho pensado se irei sentir saudades disso... sim irei...
Nunca escondi que gosto do frio, do aconchego da roupa, dos lenços e cachecóis, dos casacos, das meias e pantufas....
E penso que o futuro poderá passar por dias e dias de muito calor... sem nenhum frio o ano inteiro!!!
E depois???
Isso fará com que os regressos sejam sempre no Inverno para matar saudades... lol
Sentirei falta do meu carro... mas isso não tem de ser para sempre não é???
Nem falo da falta que sentirei dos meus pais, porque isso é um dado demasiado certo e garantido, mas também é uma dúvida que mexe comigo... irão eles atrás de mim???
E a minha irmã???
São mesmo demasiadas e muito grandes as minhas questões...
São demasiados vastas e isso é que me baralha.... preciso de questionar-me de forma mais objectiva.... preciso de perceber quais as coisas mais essencias para a minha vida e ver se consigo manter umas, abdicar de outras...
E no domingo numa reportagem televisiva com o titulo - Mudar de vida - esta frase ficou gravada e define na perfeição o que vai cá dentro.
 
"... não ter olhado para trás depois de se ter cansado de uma vida que não queria, mesmo sem saber o que queria"
 
 
Se calhar as vezes, na vida de alguns pessoas chega o dia de atirar todas as cartas ao ar e começar algo novo, do zero, com um novo espirito, uma alma nova e encontrar o nosso "eu" que anda perdido á demasiado tempo, ou que talvez nunca se tenha encontrado verdadeiramente.....
 
Serendipity.....

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Longe... ando longe faz tanto tempo...
Mas assim teve de ser...
Mais uma vez mais um trambulhão....
E mais uma vez as histórias servem para aprendermos... para aprendermos lições, para aprendermos mais sobre nós mesmos e também sobre os outros!!!
As minhas asneiras estou a pagá-las!!Por opção afastei-me.... porque precisava de me afastar para terminar a minha procura de mim mesma!!
Por muito boa e divertida que tenha sido a companhia no último ano e meio acabei pagando caro por tudo isso...
Perdi-me... entre aquilo que  queria igualar e que também queria ter... por achar que se os outros eram felizes assim eu também iria ser!!
Perdi-me por me desvalorizar, por valorizar demasiado os outros, por achar que fazendo como os que me rodeavam iria ser feliz!!
Não fui... em alguns dias, algumas noites, outras tardes, manhãs e madrugadas talvez... mas quando me encontrava comigo mesmo na escuridão do meu ser...estava longe de ser feliz... estava longe de ser eu...
Era alguém que fazia coisas como os outros... com os outros!!!
E no culminar isso levou-me a um lugar e atitudes que  magoaram as pessoas... magoei-me a mim mesma, por ter feito o que fiz, sem me aperceber. Mas também me magoou perceber que nunca ninguem vai perceber porque fiz o que fiz, da forma que fiz, nunca ninguém irá perceber o que eu pensei noo momento.
Essa é a minha mágoa.Que vou ter de resolver sozinha, comigo mesma, no cantinho da minha escuridão, no fundo da minha alma, no silêncio da minha solidão.
E neste momento sinto que esta minha necessidade de estar longe não vai ser compreendida, sinto que o pior ainda está para vir.
Mas terei de assumir mais uma vez as consequências disso...
Mas não me dói assumir as consequências da decisão que tomei e do que estou a fazer. Dói-me sentir que ninguém vai perceber as minhas razões, ninguem vai perceber que eu sou assim...sempre fui...e não vou mudar isso...porque isto é das poucas coisas que eu sei e que fazem de mim quem eu sou... signifique isso ser boa ou má pessoa!
Vou ouvir que abandonei as pessoas, talvez ouvirei novamente que não confiam em mim, que não sabem o que esperar de mim...
Longe estão de imaginar que mesmo estando longe, distante e aqui sossegada no meu canto á procura de mim, a fazer um grande esforço para atingir um objectivo a que me propus, mesmo assim lembro e penso diariamente, todos os dias me pergunto e desejo conseguir resolver  o que atormenta e poder estar mais presente....
Os meus motivos são mais uma vez dificeis de compreender... até para mim...principalmente para mim...
Mas sempre assim foi... este meu sentimento de falta de rumo sempre me acompanhou...toda a minha vida...
Sempre fui empurrando com a barriga, sempre fui deixando levar-me pela companhia das pessoas que iam entrando na minha vida...porque era um amparo que encontrava e que me ajudava  sentir-me menos desamparada, menos coxa... ao menos alguém sabia para onde ia... e mesmo que fosse errado ou para algum lado que a mim nada me dizia, pelo menos era ir para algum lado, e isso já era uma luz para mim...
Não procuro culpados, nunca procurei para esta minha falta de rumo...
Mas lembro-me muitas vezes de quando era adolescente e que agarrar aos meus caderninhos e escrever coisas inacreditáveis, de uma angústia que me estralhaçava por dentro. Já adolescente escrevia e dizia a mim muitas vezes que existia em mim algo que não era normal, algo que fazia sofrer de uma forma que eu não via mais ninguem sofrer perto de mim!!Sempre senti que a minha volta todos sabiam para onde iam menos eu.E isso fazia com que a maior parte das vezes eu não fosse a lado nenhum.
A entrada para a universidade, a escolha do curso, as escolhas ao longo do curso, o dilema e a angustia do trabalho final onde andei sempre perdida. O terminar do curso que foi o culminar da minha desorientação.... até aquilo dia sabia o que me estava a segurar, era a necessidade e a vontade de terminar. E depois de terminar... caí num buraco gigastesco...
Talvez porque apesar de tudo tenho uma força qualquer cá dentro, fui á luta, fazendo coisas aqui e ali, com a ajuda de amigos, lá fui fazendo pela vida.
Depois uma noite num rasgo de loucura naquele feriado de 15 de Agosto lá pensei...e se fosse  para Lisboa?
A 5 de outubro bem cedo carregava o carro com algumas coisas e comecava um aventura.
Vir para Lisboa foi algo que quis...das poucos coisas que consegui até hoje passar anos a dizer - um dia gostava de viver em Lisboa!
Pouco tempo depois voltei a estar  a nora.... fui-me aguentando!!
Uma semana depois já trabalhava, e nos 9 meses que seguiram fui mudando de trabalho em trabalho, sempre conseguindo algo melhor. Nunca com um objectivo em concreto... quero fazer isto!!
Não!!
Foi sempre em consequência de...
E isso levou-me ao Banco... onde tenho a plena noção de que não sou feliz, de que não me satisfaz, que não me preenche, não me faz sentir valorizada, antes pelo contrário, faz-me sentir angustiada por sentir que cada vez mais tudo está a tomar um rumo que se afasta a uma velocidade estonteante do que eu sou e do que eu quero fazer.
Ok.Entao e o que queres fazer afinal?? Já sabes???
Aqui reside mais uma vez o problema.
Continuo a não saber.Tento lembrar-me de qual foi a decisão que tomei com igual determinação a esta de vir para Lisboa.Lembro-me apenas de quando tive de mudar de carro e decidi que o carro que eu queria era o que tenho hoje.Foi algo que eu quis, foi algo que eu escolhi.
Escolhi também comprar a minha máquina fotográfica e poder dar asas aquilo que foi desde pequena algo que eu sempre gostei de fazer...tirar as fotografias.
E o que senti quando estou e máquina em punho... é o sentimento que queria sentir todos os dias a fazer tudo na minha vida...
Hoje sinto-me prisioneira das escolhas que ao longo da vida fui fazendo... não por uma vontade interior gigastesca mas porque... ia fazendo.
Ia-me me apoiando nas coisas, nas pessoas próximas de mim e lá ia...
E talvez tudo o que passei no ultimo ano e meio, altos e baixos, altos altissimos e baixos devastadores foi sempre sendo reflexo da minha falta de vontade...no trabalho tudo de foi arrastando para uma situação destruitiva e destruidora. Na minha vida pessoal as coisas foram se aguentando... muitas vezes por paciencia dos que me rodeavam, outras vezes porque eu me anulava e me limitava a ir também!!
Nos momentos em que senti mais forte para dizer - Não quero!! foi sempre demasiado problemático, por que ninguem, nem mesma eu percebia as minhas reacções, o porque dos meus amuos a meio de noites, o porque de ataques de pânicos em discotecas e santos populares.
Não posso esperar que as pessoas compreendam, por muito minhas amigas que possam ser, por muitoo que possam ou não gostar de mim.
A minha realidade é dificil para mim de perceber, de lidar e é impossivel para todos os outros que me rodeiam de entender o porquê das coisas.
Não desejo que alguém perceba, para perceber seria necessário viver algo semelhante, sentir um sentimento de falta de rumo tão grande que para qualquer uma das pessoas que me conhecem seria demasiado destrutivo.
Há 15 anos este sentimento era algo que passava, era a adolescencia. Há 10 anos era uma estudante universitária, que vivia uma vida estudantil agitada, tinha um namorado e uma vida social demasiado agitada. Havia demasiadas solicitações por todos os lados e esse caminho era fácil de caminhar...era na  mesma um labirinto, mas as paredes estavam proximas e quando me sentia a fraquejar bastante apoiar-me e rapidamente restabelecia o equilibrio. E a partir de determinada altura o labirinto foi alargando, as paredes foram ficando mais afastadas, os dilemas continuaram as existir, mas encontrar umm apoio era cada vez mais dificil, havia sempre um longo caminho a percorrer entre um momento de fraqueza e  encontrar alguma segurança....
E há medida que os anos vão passando tudo vai ficando mais dificil...
Os anos vão passando, as ilusões e as expectativas vão se desvanecendo, os sonhos vão se desfazendo, vão diluindo no tempo....
A cada dia que passa vamos sendo confrontados com pessoas, com realidades que nos magoam.
Vamos tendo consciencia que apesar de ainda termos muito tempo á nossa frente pra viver...existem coisas, momentos e pessoas que já passaram... e que não vão voltar...
O Tempo transforma-se num inimigo...
Os sonhos que tinhamos aos 20 para realizar daí a 10 que parecia estar a anos luz de distancia...já passaram... passaram por nós e não nós por eles....
Mas como????
Isto todos sentimos um pouco... mas sentir que ao longe de tantos anos eu não fui nada... não fui a que tinha as rédeas da minha vida!!!!Entreguei esse poder ao acaso.... á casualidade...
Até que um dia por algum motivo, uma peça importante do meu labirinto perdido, vasto e gigastesco desmorou... qualquer coisa que nem sei ao certo!!
Talvez apenas uma luz que se tenha acendido e aos poucos me tenho feito ver que andei e ando aos encontrões...
E durante meses essa luz foi-me apontada á cabeça e foi-me perguntado : PORQUÊ?????
Não encontrei o motivo do porquê, e isso nunca foi o objectivo...o objectivo foi chegar a esta conclusão...de que andei a maior parte da minha vida sem propósito, sem objectivo, sem um desejo para mim mesma.
Fui sobrevivendo... ora com a ajuda de uns, ora com o apoio de outros, mas nunca com a minha própria determinação.
Ainda não a encontrei... sei onde tenho de a procurar e onde terei de a encontrar...aqui dentro...de mim... algures bem enterrada no meio de tanta coisa. Mas esta é uma procura que me cabe a mim, apenas a mim. E mesmo que queiram ajudar não há forma possível.
Não peço que concordem...apenas que respeitem.
Ninguém está a pagar mais caro do que eu por tudo isto!!
Tenho saudades de milhares de coisas, das mais simples na verdade, mas deixar isso voltar neste momento para a minha vida seria abrir a porta e deixar entrar demasiado vento quando tenho tudo espalhado, em frente aos meus olhos, procurando e vasculhando pelas respostas... e aquilo que menos preciso neste momento é de baralhar as poucas coisas que já consegui por em ordem.
Queria que não duvidassem de que a minha amizade e o meu amor sempre Terei de aceitar que não estejam na disposição de que eu me encontre para voltar. É o risco que decidi correr.
Como qualquer investimento existe sempre risco, umas vezes maior que outro...e eu assumo que o meu risco é alto e bastante perigoso.
Mas para quem há dois meses passou uma semana inteira a pensar numa determinada ponte e de qual a melhor forma de parar o carro a meio e terminar com tudo isto... acho que risco por risco prefiro correr este agora.
Não quero preocupar ninguém, não quero alarmismos.
Eu estou bem, estou  como não me sentia há bastante tempo.
Ter mudado de trabalho foi uma etapa importante, muito importante mesmo.
Tudo o que aconteceu no inicio de setembro teve pelo menos essa vantagem.
Colocou-me numa situação de tal desespero que me fez de uma vez por todas ter coragem para me sacudir e pedir para mudar.
E se eu passei este ano inteiro a desejar que o final do ano chegasse e passei tantos meses a dizer que no até ao final do ano alguma coisa tinha de mudar na minha vida.... pois aconteceu!!
As vezes a pancada tem de ser mesmo muito forte para nos colocar no sitio...
E nao pelos melhores motivos, mas a minha vida acabou por mudar.
Não queria que tivesse mudado a de mais ninguém, mas acredito que por agora é melhor assim....